Piscar excessivo na infância: quando se preocupar?

Muitos pais procuram atendimento oftalmológico ao perceberem que a criança começou a piscar demais de forma repetitiva ou intensa.

Por que piscamos?
O ato de piscar é fundamental para proteger e lubrificar os olhos, especialmente a córnea e a conjuntiva.

Quando a frequência aumenta, isso pode acontecer por diferentes motivos desde situações benignas da infância até alterações oftalmológicas ou neurológicas.

Uma causa bastante frequente de aumento do piscar na infância é o tique motor.

Ele ocorre por uma contração rápida e involuntária do músculo responsável pelo fechamento das pálpebras.
Geralmente aparece entre 3 e 5 anos, piora em períodos de cansaço, ansiedade ou estresse e tende a melhorar espontaneamente após semanas ou meses.
Em muitos casos, quanto menos atenção os adultos direcionam ao comportamento, mais rapidamente ele desaparece.

⁠Existe relação com ansiedade ou alterações comportamentais?
Sim, essa associação pode existir em alguns casos mas isso não significa que toda criança com tique tenha um diagnóstico de transtorno comportamental.

⁠Problemas oculares também podem causar excesso de piscar!

Doenças da superfície ocular podem aumentar o reflexo do piscar, como olho seco, alergia ocular e ceratite, entre outras.

Atualmente, uma causa que merece atenção especial é o ressecamento ocular associado ao uso excessivo de telas e eletrônicos.

A avaliação médica é especialmente importante quando o sintoma:
• persiste por tempo prolongado
• piora progressivamente
• vem acompanhado de outros sinais
• interfere nas atividades da criança

Quando procurar um oftalmologista?
Se o seu filho começou a piscar excessivamente por um período prolongado, o ideal é realizar uma avaliação oftalmológica completa.
Na maioria das vezes, não há nenhuma doença grave por trás do sintoma.

Ainda assim, somente uma avaliação presencial consegue definir com segurança a melhor orientação para cada criança


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A cirurgia de estrabismo dói?

A cirurgia é realizada com anestesia adequada, garantindo conforto durante todo o procedimento. No pós-operatório, a maioria dos pacientes relata apenas desconforto leve, frequentemente descrito como sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, que melhora progressivamente nos primeiros dias.
Além disso o uso da técnica minimamente invasiva reduz o desconforto ao máximo.

Qual é o tempo de recuperação após a cirurgia?

A recuperação costuma ser rápida. Em geral, o paciente pode retomar atividades leves em poucos dias, seguindo as orientações médicas. A cicatrização completa ocorre de forma gradual ao longo das semanas seguintes.

Crianças pequenas podem operar estrabismo?

Sim. Quando há indicação, a cirurgia pode ser realizada em crianças pequenas. O momento ideal é definido individualmente, considerando o tipo de estrabismo, o desenvolvimento visual e as necessidades de cada criança.

Adultos também podem corrigir estrabismo?

Sim. O estrabismo pode surgir ou persistir na vida adulta por diferentes causas. O tratamento pode trazer benefícios funcionais, além de benefícios estéticos e melhora da qualidade de vida.

A cirurgia deixa cicatriz aparente?

Não. As incisões são realizadas na conjuntiva, uma membrana transparente que recobre o olho. As técnicas modernas permitem um resultado estético praticamente imperceptível.

Quando devo procurar um especialista?

Sempre que houver suspeita de olhos desalinhados ou visão dupla. O diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e preservar o desenvolvimento visual, especialmente nas crianças.