O teste do olhinho é um dos primeiros exames que o bebê faz na vida, e muitos pais saem da maternidade sem entender direito o que ele avalia. Ele é rápido, indolor e pode identificar alterações que precisam de cuidado logo nos primeiros dias.
Em resumo: é uma triagem feita ainda na maternidade e repetida nas consultas de rotina. Ela não substitui a avaliação completa com o oftalmologista, indicada no primeiro ano de vida.
Sou a Dra. Gabriela Bolina, oftalmologista com atuação dedicada à oftalmopediatria e ao estrabismo. Neste texto, explico como o exame funciona e o que fazer com o resultado.
O que é o teste do olhinho?
O teste do olhinho, também chamado de teste do reflexo vermelho, é um exame de triagem que verifica como a luz atravessa o olho do bebê e chega à retina, no fundo do olho.
Quando a luz de um aparelho é projetada nos olhos, o normal é aparecer um reflexo vermelho e igual nos dois olhos. É parecido com o efeito de olhos vermelhos das fotos com flash.
Para que serve o teste do olhinho?
Ele ajuda a identificar alterações que impedem a luz de chegar bem ao fundo do olho, como a catarata congênita, alterações na córnea e tumores da retina, como o retinoblastoma. São condições raras, mas o diagnóstico precoce faz grande diferença no tratamento.
Quanto mais cedo o problema é encontrado, maiores são as chances de tratar sem prejudicar o desenvolvimento da visão do bebê.
Quando fazer o teste do olhinho?
O primeiro teste deve ser feito ainda na maternidade, nos primeiros dias de vida. Depois, ele deve ser repetido nas consultas de rotina com o pediatra ao longo da infância.
Se o teste não foi feito ou você não tem certeza de que foi, não espere. No consultório, realizo o teste do olhinho em recém-nascidos e também a primeira avaliação completa da visão do bebê.
Algumas condições, como a prematuridade, podem exigir um acompanhamento próprio; a triagem de retinopatia da prematuridade, por exemplo, sempre deve ser feita pelo oftalmologista. Siga a orientação da equipe que acompanha seu filho.
Como é feito o teste do olhinho?
O exame dura poucos segundos, não dói e não usa colírio. O bebê fica com os olhos abertos, e o médico usa um aparelho com luz para observar o reflexo em cada olho. Em geral, o ambiente fica com pouca luz para facilitar a observação.
O que significa um resultado alterado?
O teste é considerado alterado quando o reflexo está ausente, escuro, esbranquiçado ou diferente entre os dois olhos. O reflexo branco na pupila, chamado de leucocoria, é o sinal mais conhecido e também pode aparecer em fotos com flash.
Resultado alterado não é diagnóstico. Ele indica que o bebê precisa de uma avaliação completa com o oftalmologista, com rapidez, e só assim conseguimos entender o que está acontecendo.
Em fotos com flash, o vermelho nos olhos é normal. Se você notar um brilho branco ou amarelado em uma das pupilas, ou uma diferença entre os dois olhos, marque uma consulta sem esperar.
O teste do olhinho substitui a consulta com o oftalmologista?
Não. O teste é uma triagem e não avalia tudo. Ele não mede o grau, não identifica todos os casos de ambliopia (“olho preguiçoso”) e não substitui o exame do alinhamento dos olhos.
Por isso, mesmo que seu bebê tenha passado no teste, a avaliação oftalmológica completa é indicada no primeiro ano de vida. Nela, uso técnicas validadas para cada idade e explico cada achado com calma.
O que você não deve fazer
Não pule a avaliação completa por achar que o bebê enxerga bem ou não tem nenhum sintoma. As alterações que podemos identificar muitas vezes não dão sinais visíveis no início.
Um exame simples, um cuidado importante
O teste do olhinho é simples, rápido e faz parte dos primeiros cuidados com a saúde do bebê. Fazer, repetir e levar seu filho para a avaliação completa no tempo certo são gestos que trazem tranquilidade à família e ajudam a descobrir cedo o que precisa de cuidado.
Agende sua consulta
Quer fazer o teste do olhinho ou a primeira avaliação da visão do seu bebê? Fale comigo e agende uma consulta em Nova Lima (Vila da Serra) ou em Belo Horizonte (Barro Preto). O agendamento é feito direto pelo WhatsApp, sem necessidade de encaminhamento.
Escrito por Dra. Gabriela Bolina · Oftalmologista, Oftalmopediatria e Estrabismo · CRM-MG 80.761 · RQE 59.376 · Especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro do Conselho Brasileiro de Estrabismo e da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria.