Miopia na infância: o que é, por que está aumentando e como tratar

A miopia tem crescido de forma significativa nas últimas décadas e essa não é apenas uma impressão clínica. É uma tendência global documentada, com estimativas apontando que cerca de 50% da população mundial poderá ser afetada até 2050.

Entre crianças e adolescentes, esse aumento é ainda mais preocupante.

Por que está aumentando?
O estilo de vida moderno tem grande relação com esse crescimento. Menos tempo ao ar livre, mais tempo de tela e atividades de perto em idades cada vez mais precoces são fatores que contribuem diretamente para o início e a progressão da miopia.

A diretriz SBOP/SOBLEC destaca como fatores de risco para progressão rápida: início da miopia antes dos 7 anos, histórico familiar de miopia nos pais, tempo reduzido de atividade ao ar livre e uso prolongado de dispositivos eletrônicos por mais de 45 minutos contínuos.

Por que o acompanhamento próximo é fundamental?
Quanto maior o grau, maiores são os riscos para a saúde ocular. A alta miopia está associada a complicações sérias na vida adulta, como degeneração macular miópica, glaucoma, catarata e descolamento de retina.

Por isso, crianças míopes, especialmente aquelas com fatores de risco para progressão rápida, precisam de acompanhamento oftalmológico regular, com avaliações semestrais que incluam refração cicloplégica e alguns exames específicos.

Quais são as opções de tratamento?
O tratamento da miopia progressiva vai além da correção com óculos ou lentes convencionais. A diretriz SBOP/SOBLEC de 2024 recomenda estratégias específicas para desacelerar a progressão, entre elas:

⁃ Atividade ao ar livre: pelo menos 11 horas semanais como medida complementar de prevenção ⁃ Atropina em baixa concentração: colírio com eficácia comprovada no controle da progressão ⁃ Óculos com defocus periférico: lentes especialmente desenvolvidas para reduzir o crescimento axial do olho ⁃ Lentes de contato para controle de miopia ⁃ Ortoceratologia: lentes de uso noturno que remoldam a córnea temporariamente.

Cada conduta é individualizada e depende da idade, do grau, da velocidade de progressão e do contexto de cada paciente.

O que fazer se meu filho foi diagnosticado com miopia?
O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular fazem toda a diferença. Crianças não verbalizam dificuldades sempre.

Se o seu filho foi diagnosticado com miopia, o mais importante é manter as consultas em dia e discutir com o oftalmologista qual a melhor estratégia de controle para o caso específico dele.


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A cirurgia de estrabismo dói?

A cirurgia é realizada com anestesia adequada, garantindo conforto durante todo o procedimento. No pós-operatório, a maioria dos pacientes relata apenas desconforto leve, frequentemente descrito como sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, que melhora progressivamente nos primeiros dias.
Além disso o uso da técnica minimamente invasiva reduz o desconforto ao máximo.

Qual é o tempo de recuperação após a cirurgia?

A recuperação costuma ser rápida. Em geral, o paciente pode retomar atividades leves em poucos dias, seguindo as orientações médicas. A cicatrização completa ocorre de forma gradual ao longo das semanas seguintes.

Crianças pequenas podem operar estrabismo?

Sim. Quando há indicação, a cirurgia pode ser realizada em crianças pequenas. O momento ideal é definido individualmente, considerando o tipo de estrabismo, o desenvolvimento visual e as necessidades de cada criança.

Adultos também podem corrigir estrabismo?

Sim. O estrabismo pode surgir ou persistir na vida adulta por diferentes causas. O tratamento pode trazer benefícios funcionais, além de benefícios estéticos e melhora da qualidade de vida.

A cirurgia deixa cicatriz aparente?

Não. As incisões são realizadas na conjuntiva, uma membrana transparente que recobre o olho. As técnicas modernas permitem um resultado estético praticamente imperceptível.

Quando devo procurar um especialista?

Sempre que houver suspeita de olhos desalinhados ou visão dupla. O diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e preservar o desenvolvimento visual, especialmente nas crianças.